SEO Técnico
Links internos: como ligar as páginas do teu site para subir no Google
O que são links internos, porque pesam no SEO de um negócio em Lisboa e como planear a ligação entre serviços, zonas e artigos, com exemplos e checklist.
Links internos são as ligações que levam de uma página do teu site para outra página do mesmo site: do artigo do blog para o serviço, da página de zona para o contacto, da home para cada setor. Servem para o cliente encontrar o passo seguinte e para o Google perceber que páginas são importantes e de que tratam. Num site de negócio local, uma boa rede de ligações internas é muitas vezes a forma mais barata e mais rápida de fazer subir uma página que já existe.
Quase todos os sites que analiso em Lisboa têm o mesmo problema. As páginas de serviço estão lá, bem escritas, mas ninguém lhes aponta. O blog tem 20 artigos que nunca mencionam o serviço que pagam as contas. A página do Parque das Nações só se encontra pelo mapa do site. O conteúdo existe; o caminho até ele é que não.
O que são links internos e o que fazem pelo teu site
Um link interno tem duas partes: o destino (o URL da outra página) e o texto âncora, ou seja, as palavras em que a pessoa clica. As duas contam.
O Google usa as ligações para descobrir páginas novas e para perceber o contexto de cada uma. Nas práticas recomendadas para links do Google, a Central da Pesquisa explica que só consegue seguir links feitos com uma tag <a> com atributo href, e que o texto âncora deve ser descritivo, razoavelmente curto e relevante para a página de destino.
Na prática, os links internos fazem três trabalhos ao mesmo tempo:
- Descoberta: uma página sem ligações (uma “página órfã”) pode demorar semanas a ser encontrada, ou nunca o ser.
- Contexto: a âncora “canalizador em Alvalade” diz ao Google, e ao cliente, o que vai encontrar do outro lado.
- Prioridade: as páginas que recebem mais ligações de páginas fortes tendem a ser vistas como as mais importantes do site.

Porque é que os links internos pesam tanto num negócio local
Um negócio local raramente tem centenas de backlinks. Tem a ficha no Google, meia dúzia de diretórios e, com sorte, uma menção num jornal da zona. Essa autoridade entra quase toda pela home. Se a home não a distribuir pelas páginas que vendem, essas páginas ficam com pouca força.
É aqui que a ligação interna faz a diferença. Com uma estrutura bem pensada, a força que entra pela home chega à página de cada serviço, de cada zona e de cada setor. E ao contrário dos backlinks, depende só de ti: não tens de pedir nada a ninguém.
Há ainda o lado do cliente. Quem lê um artigo sobre “quanto custa trocar um quadro elétrico” está a um clique de pedir orçamento. Se o artigo não tem um link para a página do serviço, perdeste esse clique.
Os 4 tipos de links internos que um site de negócio deve ter
| Tipo | Onde aparece | Para que serve | Exemplo num site em Lisboa |
|---|---|---|---|
| Navegação | Menu e rodapé | Mostrar as páginas principais em todo o site | Serviços, Zonas, Sobre, Contacto |
| Contextual | No meio do texto | Dar contexto e levar ao passo seguinte | Artigo sobre infiltrações → “reparação de canalizações em Benfica” |
| Hierárquico | Breadcrumbs e páginas pai | Mostrar onde a página está na estrutura | Início › Serviços › Implantes dentários |
| Relacionado | Fim dos artigos ou das páginas | Manter a pessoa no site | “Também te pode interessar” com 3 artigos do mesmo tema |
Os links de navegação são necessários, mas são iguais em todas as páginas, por isso dizem pouco sobre cada uma. Os que mais pesam são os contextuais: ligações escritas dentro do texto, com uma âncora que descreve o destino.
Como planear a estrutura de links internos em 5 passos
Não precisas de software caro para isto. Uma folha de cálculo e uma hora de trabalho chegam para um site de 20 a 50 páginas.
1. Escolhe as páginas que dão dinheiro
Lista as 5 a 10 páginas que mais interessam ao negócio: serviços principais, páginas de zona, a página de marcações. São estas que devem receber mais ligações.
2. Faz o inventário do que já existe
Corre o site num crawler. O Screaming Frog é gratuito até 500 URLs e mostra, para cada página, quantas ligações internas recebe (“Inlinks”). As páginas importantes com 0, 1 ou 2 ligações são a tua primeira tarefa.
3. Agrupa as páginas por tema
Junta o serviço principal com os artigos que falam do mesmo assunto. Por exemplo, uma clínica dentária pode ter o grupo “implantes”: a página do serviço, um artigo sobre preços, outro sobre recuperação e outro sobre alternativas. Todos os artigos apontam para o serviço, e o serviço aponta para os dois ou três artigos mais úteis.
4. Escreve as ligações no texto, não só no fim
Um link a meio de uma frase que já está a falar do assunto vale mais do que uma lista solta no fundo da página. Relê cada artigo e procura o sítio natural onde o serviço encaixa.
5. Revê de 3 em 3 meses
Cada artigo novo deve receber pelo menos 2 ligações de páginas antigas e dar pelo menos uma ao serviço do tema. Sem esta revisão, os artigos novos ficam isolados.
Texto âncora: como escolher as palavras certas
A âncora é o sítio onde mais se erra. Há dois extremos a evitar: o genérico (“clica aqui”, “saber mais”) e o repetido até à exaustão (a mesma palavra-chave exata em todas as ligações).
| Tipo de âncora | Exemplo | Usar? |
|---|---|---|
| Genérica | “clica aqui”, “ler mais” | Não: não diz nada sobre o destino |
| Descritiva | “como funciona a reparação de esquentadores” | Sim, é a base |
| Com keyword parcial | “canalizador em Alvalade” | Sim, variando |
| Keyword exata repetida | “canalizador Lisboa” em 30 links | Não: parece forçado |
| URL nu | “lisboaseo.pt/contacto” | Raramente |
A regra prática: lê a frase em voz alta. Se a âncora soar natural e a pessoa souber o que vai encontrar antes de clicar, está bem escolhida. Este é o mesmo cuidado que aplico nos serviços de SEO em Lisboa que presto a negócios locais: variar sem perder o tema.
Erros de links internos que vejo em sites de Lisboa
- Páginas órfãs: a página de uma zona ou de um serviço que só existe no sitemap. Se não há links internos a apontar para ela, o Google dá-lhe pouca importância.
- Ligações feitas em JavaScript ou em botões sem
href: o cliente consegue clicar, mas o Google pode não seguir. - Ligações para páginas redirecionadas ou com erro 404: muito comum depois de uma mudança de site. Se mudaste de plataforma, revê o guia de migração de site sem perder posições.
- Duas páginas a disputar o mesmo tema: quando o blog e o serviço recebem as mesmas âncoras, o Google não sabe qual mostrar.
- Menus gigantes com 80 ligações: diluem a importância de cada página e confundem o visitante.
- Ligações com
nofollowdentro do próprio site: não há razão para isso num site de negócio.
Checklist rápida para cada página nova
- Recebe pelo menos 2 ligações contextuais de páginas já indexadas?
- Aponta para o serviço ou para a página de contacto relacionada?
- As âncoras descrevem o destino e não se repetem todas iguais?
- Todas as ligações levam a páginas com resposta 200, sem redirecionamentos?
- Está a no máximo 3 cliques da home?
Se queres juntar esta lista às restantes verificações de cada página, a checklist de SEO on-page tem os outros elementos: título, meta descrição, cabeçalhos e imagens.
Quanto tempo leva a ver resultados
Ligações internas novas são lidas na próxima visita do Google às páginas onde as puseste. Em sites pequenos isso costuma acontecer em dias. Os efeitos nas posições aparecem normalmente entre 2 e 6 semanas, sobretudo em páginas que já estavam na segunda página do Google e só precisavam de um empurrão.
O guia de SEO para iniciantes da Google resume bem a ideia: ligar páginas relevantes entre si ajuda as pessoas e o Google a perceber o site. Não é um truque; é organização.
Se o teu site tem mais de 50 páginas ou passou por várias mudanças, vale a pena um trabalho de fundo de SEO em Lisboa feito por quem conhece o mercado local, que junte a estrutura de ligações à pesquisa de palavras-chave e às páginas de zona.
Perguntas frequentes
Quantos links internos deve ter cada página?
Não há um número mágico. Num artigo de 1.500 palavras, 3 a 6 ligações contextuais costumam ser suficientes. O importante é que cada uma faça sentido para quem lê.
Os links internos contam como backlinks?
Não. Backlinks são ligações de outros sites para o teu. As ligações internas distribuem a autoridade que o site já tem, mas não trazem autoridade nova.
Posso usar a mesma âncora em várias páginas?
Podes repetir de vez em quando, mas o ideal é variar. Usar sempre a mesma palavra-chave exata parece artificial e não acrescenta contexto.
Devo pôr links internos na página de contacto?
Sim, poucos. Uma ligação para os serviços principais e outra para as zonas onde trabalhas ajudam quem chegou ali sem saber bem o que precisa.
Os links do menu e do rodapé contam?
Contam, mas pesam menos do que os contextuais, porque aparecem em todas as páginas. Usa-os para as páginas principais e deixa o trabalho fino para as ligações dentro do texto.
Conclusão: o caminho até à página também é SEO
Os links internos são a parte do SEO que mais depende de ti e que menos custa. Começa pelas páginas que dão dinheiro, garante que nenhuma está isolada e escreve ligações com âncoras claras dentro do texto. Em poucas semanas, as páginas que estavam paradas na segunda página têm uma boa hipótese de subir.
Se queres que alguém faça esse mapa contigo, pede uma análise gratuita ao teu site. Mostro-te que páginas estão isoladas, que ligações faltam e por onde começar.
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